Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Época de Natal, Momento de reflexão.

A Época de Natal traz-nos ao de cima aquilo que de melhor temos. Dá-nos espírito e coragem para olhar uma vez mais à volta e pensar ou talvez reflectir sobre aquilo que temos, fizemos, evoluímos ou construímos, sem nunca (ou pelo menos assim deveria ser), ter a necessidade de justificar os nossos actos menos prestigiosos, ou mesmo erros, e compará-los com o que de mau os outros fazem ou têm.

Recebemos as nossas visitas.

Os filhos da nossa Terra vêem-se obrigados a adoptar na sua casa e no sítio onde cresceram, um vaivém de passagem e dormida, para procurar fora, aquilo que não encontram aqui: prosperidade de emprego e de um futuro um pouco mais além das limitações que nos são impostas e um lugar que incite e encoraje a continuidade dos estudos até um grau universitário.

Enfeitamos as nossas casas, com decorações iluminadas que nos recordam os cânticos de natal que ecoam no Centro Cultural de Alcochete cujo contexto se mostra infeliz. Tão grande e potente edifício para ser circundado de um terreno ou”proposta de estacionamento” ou talvez “parque” no mínimo impotente.

Os mais pequenos brincam junto dos pais que temem quando recordam a falta de vigilantes que existe nas escolas e nos poucos funcionários disponíveis para conseguir orientar tantas brincadeiras. Recordam talvez, as vezes que foram avisados telefonicamente, justificando-se a escola, ou desculpando-se de alguma maneira por os meninos se terem magoado nos ginásios tão pouco equipados.

Na viagem de regresso a casa, acabamos por perceber, além de sofrer com os buracos na estrada uns remendados outros que aumentam com o passar do tempo, que a evolução daquilo que sempre admiramos por ser tão nosso e tradicional, acabou por se transformar num conjunto enorme de blocos de betão e janelas, (mas que são uma boa fonte de receita para a nossa CMA), com amostras de jardins, baloiços abandonados, preparados para um ataque cada vez mais activo de criminalidade e assaltos impossíveis de ser combatidos, na maior parte das vezes por incapacidade de meios.

Assim sendo e na esperança que a esperança renasça, esperamos por melhores oportunidades com menos promessas e mais escolhas, fundamentadas, e mais projecção de futuro.

Somos aquilo que fazemos e que escolhemos para a evolução daquilo que nunca nos poderão tirar ... a nossa Terra!

A todos, desejo um Feliz e Santo Natal e boas reflexões!

 

 

                                                                                               Rute Figueiredo

Presidente JSD Alcochete

 

 

publicado por jsdalcochete às 15:31
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De aacaas a 27 de Dezembro de 2008 às 00:08
nada mais que a verdade
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