Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Maio 2009

Bela Vista

 

 

A Comissão Política Distrital de Setúbal da Juventude Social-Democrata vem por este meio demonstrar a sua preocupação com os recentes eventos decorridos no Bairro da Bela Vista, e descontentamento com a forma com que o Governo da República tem abordado a grave crise social e o consequente aumento da criminalidade no país, sobretudo no distrito de Setúbal.
 
A JSD de Setúbal considera que o sentimento de insegurança é já uma constante para aqueles que residem ou trabalham no distrito, afectando directa e drasticamente o nível da qualidade de vida de todos. Mais preocupante é o facto de não se perspectivar nenhuma melhoria dada a apatia do governo nesta matéria.
 
A passividade do Governo, na forma como lida com a escalada de violência, que se tem vindo a assistir é preocupante e demonstra a falência das políticas seguidas; mais, demonstra a falência de ideias exequíveis que possam mitigar este problema.
 
A actual crise económica mundial tem vindo a vincar os problemas sociais da região, servindo como catalisador de acções criminosas para as quais o governo não tem conseguido ser capaz de dar uma resposta.
 
Ao nível da administração local, a região carece de uma correcta política urbanística, a qual deveria passar pela inclusão cuidada de lotes de custo controlado em malhas urbanas pré-existentes e desta forma atenuar a exclusão social.
 
Desta forma, a JSD Distrital de Setúbal vem defender a necessidade de um reforço efectivo dos meios de segurança na região e uma aproximação das forças de segurança às reais necessidades das populações, tal poderá ser feito de duas formas:
·        Governo Central: reforçando o dispositivo policial.
·        Câmaras Municipais: criando polícias municipais de forma a libertar os agentes da autoridade para o combate ao crime e banditismo.
 
Estas acções deverão ser integradas com uma revisão da legislação em vigor, para que esta se torne mais adequada e capaz de responder aos novos tipos de criminalidade - como por exemplo, a aplicação da proposta recentemente apresentada pela JSD Distrital de Setúbal relativa à redução da idade de inimputabilidade.
 
Afirmamos também que as Câmaras Municipais do Distrito de Setúbal deverão repensar as suas políticas de integração social, que infelizmente têm se revelado insuficientes, e políticas de planeamento urbanístico, visto que a inexistência ou deficiente aplicação das mesmas potenciou a criação de “ghettos” dando origem a fenómenos de exclusão social, tornando bairros periféricos em autênticos “barris de pólvora” como ficou provado com o presente caso no Bairro da Bela Vista.
 
Consciente de que estas propostas se fundamentam no exercício de uma cidadania empenhada e participativa, a JSD espera das entidades supra referidas a tomada de medidas com a urgência que a gravidade da situação justifica.
 
 
Pela Comissão Política Distrital
Pedro Correia de Sousa
publicado por jsdalcochete às 17:42
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

“Exames Nacionais – As Estatísticas do Facilitismo”

 

As Bibliotecas estão cheias, os Espaços J também e as mesas de restauração dos centros comerciais vêm-se compostas de livros fora dos horários das refeições: está aí a época dos Exames Nacionais de 12º Ano.
 
Começa esta semana o primeiro grande momento de definição da carreira académica de mais de 156 000 alunos. Uma nota menos conseguida num exame pode ditar toda uma reviravolta, forçando uma alteração na Faculdade de destino, no curso ou até mesmo a repetição do ano para conseguir a tal colocação. Tudo pode mudar nestes meses, sendo agora definido como vai ser o Setembro e também os próximos anos dos aspirantes a licenciados, mestres ou doutores.
 
Por o momento ser demasiado importante para ser tratado de forma leviana, importa alertar para o dever moral que o Ministério da Educação tem de não repetir os erros dos últimos dois anos, em que o grau de exigência dos exames decresceu escandalosamente, conduzindo a uma melhoria irreal e ilusória das médias de acesso. As estatísticas e o Ministério rejubilaram, mas a Educação saiu claramente a perder.
 
O facilitismo proporcionado, denunciado por professores, pela SPM (Sociedade Portuguesa de Matemática) e pelos próprios alunos, teve como consequência:
1) um imenso defraudar de expectativas, pois os melhores alunos viram as suas notas ficar relativamente mais baixas, com o seu esforço e dedicação a serem pouco compensados face ao aluno mediano;
2) a inutilidade daquele que era o principal indicador na hora de escolher os cursos/ Faculdades de candidatura: a média de entrada do último colocado nesse curso no ano transacto, já que houve médias a escalar vários pontos; e
3) descredibilização dos exames nacionais enquanto ferramenta de selecção dos alunos.
 
Este ano, ainda para mais com eleições à porta, será tentador para o Governo voltar a criar condições para poder apresentar estatísticas fantásticas sobre os resultados dos Exames. A continuar esta política, teremos um grave problema de incentivos com resultados muito nefastos no médio prazo. Assistiremos ao agravar do fosso entre o Secundário e a Universidade, aumentando o número de reprovações e abandonos no primeiro ano de Faculdade, e o processo de candidatura aos cursos ficará mais próximo de uma lotaria, já que a informação disponível é menos exacta, criando-se mais casos de desajustamento entre a procura de cursos por parte dos alunos e a oferta por parte das Universidades.
 
Em suma, caminharemos para um sistema mais injusto e ineficaz, para uma Educação menos exigente que, obviamente, irá formar pior alunos, defraudar os projectos de muitos jovens e contribuir para termos um nivelamento por baixo das capacidades e das competências das novas gerações.
 
A JSD, como sempre, não deixará de estar atenta e de levantar a voz sempre que os interesses dos jovens estiverem em causa. Os Exames são algo sério e não uma arma de propaganda, pelo que não poderemos tolerar estas “Estatísticas do Facilitismo”. O futuro do País depende da Educação que hoje seja proporcionada às camadas jovens sendo que a exigência, o rigor e a meritocracia terão sempre de estar presentes em todas as fórmulas aplicadas.
 
Setúbal, 15 de Junho de 2009
P’la Comissão Política Distrital de Setúbal da JSD
Tiago Miguel Alves
publicado por jsdalcochete às 17:01
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Esta noite sonhei com o Mário Lino.

 

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.
- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?
- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.
Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?
- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.
Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.
- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!
- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.
Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!
 
por Miguel de Sousa Tavares (Expresso)
publicado por jsdalcochete às 15:35
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JSD Distrital de Setúbal promove participação dos jovens na política

 

 

A Distrital da Juventude Social Democrata de Setúbal lança hoje uma nova campanha que apela a uma maior participação dos jovens na vida política intitulada de: “Não Gostas de Política? Vem Fazer a TUA!”
A Campanha vai decorrer durante o Verão e poderá ser vista, não só em Outdoors por todo o Distrito de Setúbal mas também em campanhas de rua com distribuição de folhetos e divulgação no Site e Blog da JSD Distrital.
Esta campanha apresenta dois objectivos principais:
- Dar a conhecer aos Jovens do Distrito de Setúbal os ideais da Juventude Social Democrata e promover as ideias que são defendidas para o Distrito, apelando não só a uma participação cívica como também a uma militância e participação nas actividades desenvolvidas pela JSD.
- Lançamento da Plataforma de Inscrição On-line da Juventude Social Democrata de Setúbal de forma a dar aos jovens uma ferramenta que permita um contacto com a política, rápido e de simples alcance.
A Juventude Social Democrata de Setúbal entende que uma participação ampla da sociedade na vida política permite um país mais democrático sendo que esta campanha vai no seguimento de muitos avisos e alertas lançados durante vários anos pela Juventude Social Democrata do Distrito.
Na nossa óptica, não são os jovens que se afastam da política! Os políticos é que se estão a afastar dos jovens!
Pela Comissão Política Distrital de Setúbal da JSD
Miguel Pina Martins 
publicado por jsdalcochete às 12:46
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